sábado, 23 de abril de 2011

O que é a sua vida? Pra ela serve? Você já se perguntou?/UMA REFLEXÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DO HOMEM WATCHMAN NEE

retirado do livro de Wactman Nee- O Sentido da Vida


"Por que eu existo? Qual é a razão para eu estar aqui?" Éramos provavelmente muito jovens quando essas perguntas começaram a nos incomodar. Talvez tenhamos pensado que essas dúvidas eram somente nossas, pois as outras pessoas pareciam viver tão despreocupadas, aparentemente indiferentes a essas inquietações. Mas com o tempo descobrimos que todas as pessoas, mais cedo ou mais tarde, deparam-se com a grande questão do sentido de sua vida. Essas dúvidas têm acompanhado a humanidade desdea sua origem. Os sumérios, por exemplo, povo antiquíssimoque habitou a Mesopotâmia, foram os inventores do primeiro sistema de escrita. Deles é dito: "Os escribas sumérios (...) deram início à história escrita. Foram também os primeirosa registrar poemas épicos e meditações sobre o sentido da vida".' Talvez os primeiros a registrar, mas não os primeiros a pensar sobre isso. Qual é o sentido da vida? Recentemente, Vaclav Havel, presidente da República Tcheca, reconheceu: "O mundo das nossas experiências parece caótico. Especialistas são capazes de explicar tudo do mundo objetivo, mascompreendemos cada vez menos nossa própria vida". A grande questão é exatamente esta: Compreender nossa vida. De maneira muito espontânea, sempre que ponderamos sobre nossa existência, nossos pensamentos passam a cogitar sobre Deus. Deus existe? Quem é Ele? Que tem Ele a ver conosco? Mesmo os cientistas, sempre tão céticos e materialistas, procurando explicações naturais para os mistérios da vida e do universo hoje estão considerando com mais seriedade a "hipótese" Deus. Mesmo que não entendamos, Deus está profundamente envolvido com esta que é a grande pergunta de nossa vida. Todos os povos em todos os tempos relacionaram sua existência a um deus, a um ser superior, uma energia transcendental ou qualquer outro nome que lhe tenham dado. Mas o fato é que a explicação para nossa existência está acima e além de nós. Ela certamente está em Deus. Mas quem é Deus? Como encontrá-lo? Em que religião procurá- Lo? Talvez muitas respostas a essas perguntas já lhe tenham sido apresentadas e nenhuma delas o tenha satisfeito. Talvez tenham tentado "obrigar" você a crer em Deus ou a aceitar uma religião. Neste livro, porém, você encontrará algo diferente. Partindo do princípio de que você quer realmente encontrar o sentido para a sua vida, o autor apresenta a você fatos, simplesmente fatos, relacionados a Deus e ao homem. Ele se posiciona de maneira neutra e dá a você a oportunidade de escolher, de tomar a decisão. A cada capítulo, um dado novo é apresentado e você será desafiado a mais uma decisão. Valerá a pena seguir capítulo após capítulo, encontrando resposta após resposta. Alegra-me de publicar em português essa obra de Watchman Nee, na certeza da ajuda que trará a todos os que anseiam conhecer a razão de sua existência.


A Primeira Questão Veremos a fé cristã desde a sua fundação. A primeira questão com a qual nos confrontamos é a existência de Deus. Vejamos alguns versículos da bíblia. No Antigo Testamento, o Salmo 14:1 diz: "Diz o insensato no seu coração: Não há Deus”.Esta sentença também pode ser traduzida para: "O insensato pensa que não há necessidade de um Deus”.O resultado de falar assim é a segunda sentença do mesmo versículo: "Corrompem-se e praticam abominação". Tomemos também uma passagem do Novo Testamento. Hebreu 11:6 diz: "É necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe".



Três Tipos de Pessoas Não importando se você diz ser cristão, incrédulo ou alguém que está buscando a verdade, começaremos nossa discussão examinando o resultado da própria existência de Deus. A esse respeito, o mundo está dividido em três campos. O primeiro é o dos ateus, que não crêem em um Deus. O segundo é formado pelos agnósticos. Eles não têm conhecimento seguro sobre a Deidade. Por um lado eles não ousam dizer que não existe um Deus, mas por outro lado não estão claros a respeito da existência de Deus. A terceira categoria, à qual pertencemos, são os que crêem em Deus


Libelo Não tentarei aqui reivindicar a existência de Deus. Em vez disso, farei deste lugar um tribunal. Peço que você seja o juiz e eu serei o promotor. O trabalho de um juizé tomar decisões, aprovar ou desaprovar a verdade das afirmações, ao passo que o trabalho do promotoré apresentar todas as evidências e provas que ele possa reunir. Antes de prosseguirmos, temos de concordar com um fato: todos os promotores não são testemunhas oculares dos crimes. Eles não são os policiais. Um policial pode ter testemunhado pessoalmente um acontecimento, ao passo que um promotor obtém suas informações apenas indiretamente. Ele coloca diante do juiz todas as acusações, evidências e argumentos reunidos. Da mesma forma, apresentarei diante de você tudo o que puder encontrar. Se me perguntar se eu vi Deus ou não, dir-lhe-ei que não. Estou meramente lendo ou demonstrando-lhe o que reuni. Meu serviço é pesquisar fatos e convocar testemunhas. Você chegará a uma conclusão por si mesmo.


Qualificações Muitas pessoas afirmam que Deus não existe. Como um promotor, quero primeiramente pedir-lhe para conferir as qualificações dessas pessoas. Será que elas estão qualificadas para fazer tal afirmativa? Serão elas suficientemente responsáveis no aspecto moral para fazer tais afirmativas? Não ouça simplesmente seus argumentos. Qualquer pessoa pode propor uma tese e dela fazer uma causa. Até mesmo ladrõese trapaceiros têm suas causas. Não se pode, entretanto, crer na integridade deles. O tema de suas argumentações pode ser muito nobre; eles podem falar da situação das nações e do bem-estar social, mas suas opiniões não podem ser levadas a sério. Eles não são dignos de emitir tais julgamentos. A credibilidade da afirmação de um homem somente pode ser baseada no seu próprio padrão de integridade. Isso é verdade especialmente quando diz respeito à questão da Deidade. É interessante notar que os padrões morais dos homens estãodiretamente relacionados aos seus conceitos a respeito de Deus. Os que admitem sua própria ignorância, têm um padrão razoável, ao passo que os ateus invariavelmente têm um baixo padrão de responsabilidade moral. Não afirmo conhecer todos os ateus, mas dos poucos milhares que conheço, nenhum deles possui uma moral notavelmente recomendável.

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